
Minhas fáceis palavras
Podem omitir Teu nome,
Meus actos mais parecem
Ocultar Tua existência,
Minha vida intempestiva
Nem sempre Te reconhece.
Mas acredito em Ti.
Creio ser meu propósito
Transmitir Teu testemunho,
Creio ter uma caminhada
Com Teu tácito acordo,
Creio desbravar a vida
Em Tua reflexa imagem.
Porque acredito em Ti.
Sei que sou falho
Por falha certeza de ser
Sei que me reinvento
Sobre genuína ilusão
Sei de um sonho que busco
Para além do meu sonhar.
Porque acredito em Ti.
Mas sempre regresso
À fonte em que aprendi a beber
E sempre revejo a árvore
Dos frutos que outrora colhi
De um pomar de sementes de luz
Que o céu se incumbiu de regar.
Porque acredito em Ti.
Por isso tenho-me teu
Numa pertença de livre opção
Na qual esvoaça a ave que migra
Entre desígnios traçados para mim
E me atrevo por vastos caminhos
Onde reencontro as tuas pegadas.
Porque acredito em Ti.





